.

23.9.14

o melhor da vida


Fotografia: Arquivo Pessoal

"Que é preciso ser feliz
Que é preciso ir além
Que é preciso estar por um triz"
Léo Fressato


O melhor da vida vem sempre sem avisa, quando estamos distraídos.  Com jeito. Com tranquilidade. E já havia esquecido isso. Da tranquilidade, da calma. O que vale da vida é o que você aproveita dela. Do que ela te propõe, das inúmeras possibilidades do novo. Do amanhecer até o entardecer. E querer essas inúmeras formas de fazer o novo, e de novo. Eu gosto quando ela vem assim com jeito. O caminho vem mais suave, mais sereno. E é bom caminhar por essas novas possibilidades. Mesmo quando tudo parece um turbilhão, uma maré quebrando tudo, um furacão.


Das possibilidades que a vida tem me dado, tenho aproveitado. Tentado voar. E ser feliz. E tem acontecido muita coisa, coisas. Marcelo Jeneci em uma das suas musicas diz “o que vale nessa vida é ver como você aproveita, desde a hora que levanta até a hora que deita, quando escolhe a coisa certa e tudo sem receita”. Alias, ela me descreve bem.

Marcelo Jeneci - O Melhor da Vida

14.8.13

sobre os dois anos

Fotografia pessoal
O meu melhor amigo
É o meu amor... 
Tribalistas

Teve tantas coisas pra conversa, que continuo madrugada adentro, que o tempo parecia pregar peça e passar rápido. Foi mais ou menos assim que a gente se conectou, se aproximou, se completou. - Parecia uma parte que faltava - Mais que chegou a tempo - No tempo exato. Nesses turbilhões de coisas, sentimentos, decepções e magoas. Você chegou como quem não queria nada e ficou. Talvez sejamos o que somos hoje por que houve uma simplicidade na gente que precisou ficar mais próxima, mais íntima. Ficar olhando um pro outro. Abraçar e ficar. Andar de mãos dadas, caminhar na praia ou pelas ruas de Guaramiranga. Como dança e música, sempre em conexão. Corpo e mente, em sintonia.


3.9.12

...

"Avisa que é de se entregar o viver"
Los Hermanos


Fotografia de Vanina kovalSky
Voa pra um lugar que te acolha com amor. Voa para uma vida que te pinte de amarelo e te abrace quando acordar. Não deixe que quebrem suas asas e nem que te atropelem. Queria a liberdade porque ela é um bem precioso, talvez um dos únicos bens que temos. Queria voar. Se não de certo tente sorrir porque a tempestade ignora a serenidade. E ai você tenta de novo, de novo e de novo. Seja paciente. Somos capazes sempre. Espere um bom vento e voe. Tente viver a vida como deseja ser. Não abandone. Busque pelos rastros. E se encontra, segure. Invente céus calmos. Seja feliz. Pinte o céu com tons de azul e mergulhe em águas calmas para se alimentar do seu amor. 


"Levo a vida devagar pra não faltar amor"
Los Hermanos

Felicidade by marcelojeneci

23.5.12

dos 23 anos

"Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue"
Elis Regina
Foto de Márcia Azevedo
Engraçado, as coisas acontecem quando tem de ser. Assim naturalmente, sem sair do compasso. Parece que já foi escrito ou algo assim. Quase um roteiro, um pouco adaptado no decorrer. Cada coisa minuciosamente colocada no seu tempo, na hora exata. No momento certo. Sem faltar. Ai as coisas vão fazendo sentido, pelo menos pra mim. Porque as portas vão se abrindo, também as janelas, os armários, as gavetas... As mudanças acontecendo. A casa vai ganhando vida. Vai entrando luz. A paz vai encontrando seu lugar. Os espaços vão ganhando outros ares. O vazio já faz tempo que perdeu terreno pra alegria e isso tudo vai me ocupando aqui dentro. Trazendo tudo que é de bom. Levando-me pra frente seguindo sempre em diante. Sabendo dar importância a tudo aquilo que está a minha volta. O tempo tem me dando essas certezas, dos meus sentimentos e valores.

P.s: Parabéns pra mim.
P.S²: Que venham tantos outros aprendizados.
P.S³: E várias comemorações nos próximos anos.

Sigur Rós - Ágætis Byrjun - Flugufrelsarinn

6.5.12

nós

Foto de Po-sol-ona
Quando acordo e penso como seria nos dias corridos, nas manhãs de chuvas e nos dias tediosos, nas manhas cantarolando-qualquer-coisa-que-nos-deixem-felizes-dançando, nos dias de sair pra fotografar as coisas, o mar, as flores, as pessoas, e dos dias que não vão faltar sorrisos das brincadeiras. Assim comigo sempre, no mais simples sentido da palavra. Às vezes é como uma coisa que esta aqui no agora, onipresente. A cada passo ou direção incerta, destino certo ou não. Vive o futuro no presente ou vice-versa. Atendo aos detalhes.  Presente um no outro. Como corpo e alma. Um vício um do outro. Reinventando todo dia o nosso esta/ser um pelo o outro. Um amor mutuo. Ai penso também que a vida baila com a gente, sentir o ritmo e não se perder nele.  Ter essa sutileza e leveza. Porque tudo isso só tem sentido se for nós dois.

Mas se eu te disser que eu quero aprender a
me amar e te amar também ao mesmo tempo?
Você teria tempo? 
Léo Cavalcanti

oração - a banda mais bonita da cidade

30.3.12

A sede de querer viver o agora

"Ninguém além de nós mesmos 
pode libertar nossa mente." 
- Bob Marley

© Foto de Helen Levitt, New York, c.1940 (kids dancing)

Três meses atrás tudo era diferente, tudo no inverso. Dali pra frente nenhum dia mais igual. Nada ilegal. Sem medo. E todos os dias vou renascer de novo, vou me reinventando. Dando tchau pras coisas, refazer-las. Tornar-las reais. Trilhar novos caminhos. Tornando o meu lar. Atravessar pontes de olhos fechados. Nadar em águas profundas. Tornar o distante perto. Voar, pular, dançar, rir e chorar. Amar e me perder no mar. Ver, brincar, correr, perder-se e me encontrar no abraço. Sonhar mais, realizar o que está aqui. Ser livre. Fazer das coisas simples importantes. Gritar, mudar, tocar e sentir o eterno... 

Aprendi que quando queremos, nada é impossível. Tentar ao menos.  Problemas sempre vão existir e se tiver uma base aliada, alguém de confiança, nada vai abalar.  O calor intenso ainda vai existir. A sede de querer viver o agora. O companheirismo, amizade, o compromisso com o outro. Renovar a cada dia que nasce na certeza de que esta/e sendo feliz.  
25/03
Marcelo Jeneci - Felicidade

18.3.12

acalmar a calma

O mundo fica mais bonito quando a gente 
carrega coisas boas no peito.
Clarissa Corrêa

Michal Macku

Fosse assim, como na calma que nasce o dia. No sereno da tarde que finda. Da lua que nasce magnificamente. Assim, calmo como uma melodia de um pássaro cantando no alto da colina. Sinto-me assim.

o teatro magico - na varanda

25.2.12

Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga



Vou criar um lugar escondido
Pra fazer meu recital
Quando o carnaval passar
Quando esse escarcéu passar
Cicero

Pois é, toquei no Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga. E a sensação de tocar nesse palco? Bom, dessa sensação já não sei explicar, talvez qualquer tentativa de explicação seria mera rotulação. O que é muito alem de estar e tocar nesse palco e alegria de compartilhar isso com muitas e muitas pessoas e ser aplaudido por isso. Por tocar.

E fica esse sensação de querer mais e a calma se instala novamente e a respiração já mais tranquila. 

Hasta. 

laiá laiá - Cícero

11.1.12

Linha do tempo ( 2011, feito pra acabar)

Foto - Juan Miguel

‘Mas tudo bem
O dia vai raiar
Pra gente se inventar de novo
E o mundo vai nascer de novo’ - 
Cícero
Hoje, dia 10 de janeiro, ás 15h00min, em Guaramiranga - Ceará, em uma tarde fria e nublada, na "radiola" músicas que baixei recentemente e que vão embalando uma certa nostalgia aqui dentro, de calor humano e felicidade. No meu quarto vou pensando um pouco, do que foi o ano de 2011. Aqui no quarto, ta tudo escuro, e na cozinha minha mãe fazendo bolo com a minha irmã. Sinto o cheiro, elas riem tanto que dá pra ouvir daqui. Por um longo tempo eu não morei com os meus pais e nem irmãos, eu morava com as minhas tias e primos aqui perto mesmo, uns 10 minutos andando... E antes, pensei que fui rebelde ou algo do tipo, mas aconteceu naturalmente de ir morar com as minhas tias. 
Uma das grandes mudanças que me aconteceu, no ano passado, foi à volta pra casa dos meus pais depois de 11 anos.  Mudou um pouco a rotina da casa, a comida, o espaço e a preocupação.  É os meus pais são incríveis e esse aconchego deles veio de forma acolhedora e amável, essa atenção sem tamanho. Isso me tem feito voltar no tempo e relembrar como era bom ser criança. É bom retorna ao lar dos meus pais. E isso me preenche, porque o amo eles e é bom estar perto deles e de meus irmãos.
No meio dessas mudanças que aconteceram naturalmente, eu ia e vinha. Eu estava participando de um programa de formação... Ai entra o EntrePontos, a convite do Felipe Gurgel para participar da comunicação digital. Entre indas e vindas, Fortaleza e Guaramiranga. Fui conhecendo pessoas sensacionais, que contribuíram direta e indiretamente na minha construção do ser, pessoas que encantam e poetizam, de sentimentos puros e que transbordam alegria e amor ao próximo. Confesso que aprendi muito na busca de mim dentro desse grupo, acreditando que entrando nele, eu iria deixar de lado essa timidez que me acompanha. Junto com essa galera incrível, participei de vários eventos, encontros, festivais... Entre eles a Previa da Mostra Petrucio Maia onde pude conhecer essa galera, mesmo que ainda um pouco de vista, depois a Mostra Petrucio Maia e ai foi seguindo um calendário de eventos. O ForCaos, evento de Rock que tive oportunidade de conhecer um pouco. A prévia da Feira da Música no CUCA que queria tanto conhecer, depois a Feira da música. O Ponto.Ce que foi um festival fantástico, sem falar no Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, no Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, dentre outros que participei como o Fio - Feira Integrada do Maciço de Baturité...
Com tantos eventos e festivais de música assim, não podia deixar de mostrar um pouco do que sei fazer, tocar também... Mesmo com um certo distanciamento do sax e indo pra trás dos palco com a comunicação, eu ainda fiz boas e grandes apresentações... Começando pelo Festival de Jazz e Blues, que subir no palco é sem duvida uma das melhores sensações, e também participar do Projeto Outra Banda da Serra onde durante o ano de 2010, tivemos aulas nos finais de semana, para montar um repertorio para Gravação de um CD e apresentação no palco principal do festival de 2011. Depois uma apresentação em Sobral, que foi genial, fazendo pela primeira vez um show com a Orquestra Cidade da Arte, Tambores de Guaramiranga e o Rio das Cordas que ficou um trabalho lindo e sendo bastante aplaudido pelo pequeno publico que apareceu e que foi indescritivelmente um dos mais calorosos. Em seguida Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, apresentação que lavou a alma, caiu como um relaxante... É, é prazeroso tocar e encantar.  
Nessa altura de texto já andei meio mundo pelo ceará, rsrsrs. Mas sem duvida, não iria conseguir tudo isso sem a AGUA - Associação do Amigos da Arte de Guaramiranga que é a minha segunda casa, que me acolheu, que sempre esta me ensinando e sempre disposta a ensinar. E nesse ano de 2011 que passou, foi também o meu refugio e a minha alegria... Com a agua junto com a Seduc - Secretaria do Estado do Ceará me propôs a ideia de participar do curso de Inclusão digital e alfabetização, que logo mais vai ser um dos cursos da agua, que é um dos trabalhos que mais fiquei apaixonado, O Luz do Saber ainda vai dar o que falar em Guaramiranga... Também pude viajar pra ministrar cursos a convite do grupo Dona Zefinha em Itapipoca, o curso de web tv e rádio, sendo assim um dos primeiros cursos que iria administrar fora da agua. 
Falando em viajar... Conheci um pouco de João Pessoa e das pessoas dali, dois dias que foram suficientes para fazer diferença e conhecer pessoas, compartilhar, aprender... Outro estado que visitei foi São Paulo, fiquei na USP, e de lá mesmo já me surpreendia com o que via. Mas antes de ir para lá, fui ao Parque do Ibirapuera, pra abertura do Congresso Fora do Eixo - Redes de Coletivos do Brasil... Depois do parque fomos para a USP, sede onde iria acontecer a maioria dos programas do congresso. Andei um pouco por São Paulo, fui a Rua Augusta que me encantou pela pluralidade que existe ali, de pessoas diferentes e a 25 de Março que me engoliu no mar de solidão das pessoas que passam ao seu redor. São Paulo deixou saudades.
De tantas viagens, conhecimentos, compartilhamentos, mudanças, trocas... Ainda continuei o mesmo, com mudanças é claro. Mas ainda sou o mesmo Francisco. O que ama o que fica triste, o que chora quando ouvi uma música lindamente. Ainda continuei o mesmo, mesmo quando a tristeza parecia maior que a felicidade, mesmo que algumas ruas parecessem não ter saída e nem fim. E no meio de tantas coisas me reencontrei e me perdi.  E me perdi e me reencontrei. 
 Nesse negocio de me perder, encontrei pessoas magníficas que me ajudaram a me reergue e a seguir o meu caminho. 
E nesse mundo gigante eu encontrei cada pessoa. E a cada uma fico grato... 
Fico grato a pessoas como elas, a minha família, meus irmãos e meus pais... Ao Juan e William que são amigos e mesmo em ruas diferentes sempre nos esbarramos e soltamos aquele velho sorriso de encontrar boas pessoas e que sempre vamos nos encontrar nessas ruas. Pessoas do EntrePontos, que estão em constante construção de um mundo melhor. A Agua por me ensinar tanto. Amigos especiais como a Vânia Rodrigues, que tenhamos sempre um amor um pelo o outro. A Natasha Pereira, que continuemos amigos de boas conversas sem sentido. A Raína Alvez, pelos abraços carinhosos de sempre. A Paula Baia, que vai ser sempre a minha professora da vida e a tantos outros que fizeram e fazem a diferença. E a Márcia Azevedo, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado e os meus abraços sem intenção nenhuma de troca e a minha cia.
P.s: É um texto que não contem um terço do que vivi, mas uma linha de tempo desorganizada que faço parte, é só uma pequena linha.
P.s²: Se pudesse definir a minha vida no ano de 2011 em uma música seria essa: Feito pra Sonhar de Marcelo Jeneci. 
Feito pra Acabar - Marcelo Jeneci

7.12.11

Entre Pontos, entre pessoas, entre sonhos, entre...

Com carinho, aos EntrePontos.
"Deixa eu dançar pro meu corpo ficar odara
Minha cara minha cuca ficar odara
Deixa eu cantar que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dara" 
CaetanoVeloso

Foi assim, entrando em um processo de aprendizagem quase sem querer, sem saber do que se tratava (aliás, sabia que ali iria crescer) ou do que estava por vir. Foi assim que entrei. Seduzindo-me pra participar de algo tão grandioso que se quer tinha mesurado o tamanho quando iniciei... Movido a um desejo, aliando a uma vontade de movimentar, compartilhar, de conhecer e de fazer.
Não tem aquele ditado que diz mais ou menos assim: - estava no lugar certo e na hora certa. Pois é, foi assim que percebo. Que de alguma forma, as forças ou a sorte levaram algo pra onde estava.

Assim fui desenvolvendo como uma construção.

Pessoalmente tenho um processo lento (podem pensar que é um modo meu mesmo, perceber o que ta aqui, do meu lado sem deixar que a presa intervenha em meu processo de entender), de aprender e entender o que passar ou esta acontecendo ao meu redor. Natural, às vezes ate me perco... Mas me encontro. Similar e deixar sentir em um ritmo confortável que eu posso aprender ou na correria e no calor humano (sim, porque eu senti muito calor humano, das pessoas, daquelas que estava conhecendo). Entender. Assim deixando o processo do meu aprender desenvolvendo... Dissolvendo em uma forma. Concretizando.

E todos os encontros, momentos de reuniões, em rodas de conversas que foram tornando coisas mais agradáveis pra mim. É, porque é um exercício ouvir e falar. Dizer o que senti o que pensa o que esta vivenciando. Também conhecer, aprender, ter. Tantas as ferramentas exatas pra deixar o trabalho mais sistematizado, compreendido e rápido no processo de formação e entendimento. E isso tudo foi cintilando. E já era algo agradável participar.

Entre Pontos, entre pessoas, entre idéias, entre sonhos, entre formação. O mundo todo gira tão bem assim, nos entre da gente. Entre conhecimentos. E acredito que vai ser uma nova forma de aprender, de ver o mundo e formação.

É engraçado me ver quando iniciei o Programa do EntrePontos e ver o que sou hoje. A cada passo que dei já não era o mesmo, isso é obvio pra mim. E eu não dei apenas passos, dei pulos. Pulos que mudaram circunstancialmente o meu modo. E me dou conta de que ter participado não foi somente pra capacitar. Foi além.

Entre as pessoas eu fui sendo eu, sou assim mesmo observador. Quieto. E um tanto quanto ouvinte. Ficar em silencio. Dizer talvez fosse pouco pro que queria. Aprendi no silencio, ouvindo aqueles que sabiam mais, que tinha sede de ensinar. Aprendi muitos com os meus silêncios e ouvindo.

E escrever agora é encher o pouco o vazio que deixei por não me expressar em palavras, por ficar em silencio. Acontece que sou assim, mas aqui dentro esta acontecendo tantas mudanças. Porque o EntrePontos foi mudanças, mudanças que estavam acontecendo. Lembra, falei em construção. Foi isso. Pessoalmente iam acontecendo mudanças, algumas que não gosto, outras gosto. E nisso fui me construindo, e o EntrePontos no meio dessas mudanças.

Ainda tenho muito que aprender muito que me expressar e o que fazer. Mas estou nos meus passos. E já tenho feito um pouco, pessoalmente. A timidez já não é um obstáculo. 

Toni Ferreira e Maria Gadú - Reflexo de Nós

22.11.11

Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida



Cantando agente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
 
Cantando a gente faz história.
 
Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado.
Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. 
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.
 Cazuza

22 de novembro de 2011, aqui em Guaramiranga, esta fazendo frio, chuva lá fora. Aqui dentro, na sala a onde estou trabalhando, uns tocando violão outros baixo. Viva a música. Eles tocam apanhe-te, cavaquinho. Particularmente adoro essa música. E em sua mais bela forma de ser tocada. Executada, você consegue perceber o quanto ela é perfeita, nos toca na alma.

E no mundo, esta comemorando o dia da música, 22 de novembro. Facebook, twitter e afins, o assunto agora, nesse momento.

E pra mim, música é uma das mais belas artes, conseguimos parar por um momento e ouvir, ouvir em silencio o que é dito, feito, tocado... Em raros momentos que escutamos com sabedoria, sem interromper, a música proporciona isso. Ouvir sem interromper. Pra quem toca, falar/expressar sem ser interrompido.

Nesse momento eu me lembro de Cazuza quando ele fala: Cantando agente inventa. Inventa um romance, uma saudade, uma mentira... Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.

Na rádiola, as músicas que gosto de ouvir...Do Teatro Mágico, Móveis Coloniais de Acaju, The Baggios, 5 à Seco, Cazuza, Lenine, Diana Krall, Tiê, Céu, Trilha Sonora Entre o céu e o inferno, B.B king, Nação Zumbi, Cabruêra, Ellen Oleria, Tulipa Ruiz, Eddie, Titãs, Tim Maia, Cassia Eller, Maria Gadu, Caetanos Veloso, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Marcelo Janeci e entre outros. Elem de instrumental, orquestra cidade da arte e Outra banda da serra pelo qual toco.

E a cada vez mais eu vou me firmando e também conhecendo outros caminhos, junto à música... Comunicação e produção, é parece que ando por trás dos palcos ultimamente, são gostosas essas coisas e deixar o palco perfeito pra quem vai tocar, pra quem vai subir ao palco e mostrar o seu trabalho, lindo tudo isso quando dá certo. E ficar às vezes atrás do palco tem o lado muito bom, conhecer várias pessoas e vários sotaques diferentes. Outro dia fiz um pequeno levantamento em meu facebook, do que tinha acontecido comigo no ano de 2011. E pra mim foi uma analise bem positiva, mesmo saindo um pouco do palco pra ficar atrás. Até porque não vou deixar de tocar.

E hoje, também, o meu blog comemora três anos. Três anos que estou por aqui a escrever algumas coisas, algumas sem nexo outras por sentir: Tristezas. Alegrias. Nostalgias. Celebrações. E um pouco mais do que coloquei no blog. Ele de certo me acompanha algumas vezes... Por assim dizer um próprio diário, e foi assim nas últimas postagens que ele tem sido: Um diário online. Colocando coisas que acontecem comigo, que sinto. Como é de sempre, falar pouco em aniversario. É isso.

P.s: PARABÉNS A TODOS OS MÚSICOS.

Cássia Eller - Blues da Piedade

18.9.11

Nas margens de mim (das cartas que não enviei)

Foto por FranciscoFlor

Para Nanda, com carinho.

O mundo é tão bonito e eu tenho tanta pena de morrer.
- José Saramago

Sim, eu entendo que toda vida deve acabar, enquanto nos sentimos ou/e sentamos sozinhos, eu sei que algum dia nós também devemos ir... Pensa; Eu sou um homem de sorte, por contar em ambas as mãos às pessoas que amo porque algumas pessoas só têm umas, outras, não têm nenhuma. E tenho tanto sorte. Tanto mesmo. Vale a cada punhado dessa gente. Lembra-me o trecho de uma música do Teatro MágicoDe qualquer maneira parte em mim diz valer a pena ser assim, que no fundo é simples ser feliz, difícil é ser tão simples, difícil é ser tão simples, difícil mesmo é ser

-
* Tive vontade de escreve pra Nanda ou foi ela queria escreve pra mim... Não sei, mas ta aí.
*Apenas um trecho de um texto que fiz pra ela.
* Das cartas que não enviei.
-

Nas Margens de Mim - O Teatro Mágico e Leoni

31.8.11

Meio down

Imagem: Google
"Uns vão, uns tão, uns são, uns dão, uns não, uns hão de.
 Uns pés, uns mãos, uns cabeça, uns só coração."
 
Caetano Veloso

Cada um sabe a dor que carrega as angustias que levamos os medos que sentimos e cada um tem suas batalhas que travam dentro de si... Mesmo assim levamos em frente. Seguir em frente. Sobreviver. Às vezes penso que viver é também um pouco disso, dessa angustia que sentimos... Pra sentir a doçura da felicidade, da simplicidade. Percebemos o doce porque provamos do amargo. Levar a vida nesse misto; dor e alegria; Tristeza e felicidade; Angustia e alivio. Parece simples, mas não é qualquer um que se atreve sentir, se permitir... Falo verdadeiramente, sem falsidade. Não é fácil. Sentir requer força, esperança, vontade e liberdade porque sentir é isso. E às vezes parece que a gente não tem coragem pra tudo isso. Mas basta procurar dentro da gente. Mas é mais cômodo não sentir isso tudo, porque quando é verdadeiro é mais profundo. É real. É intenso. E eu não queria ta sentindo assim. Dói em mim uma dor profunda, interna, intensa. Preciso me reencontrar. Preciso urgentemente me salvar de mim mesmo. Preciso encontra algo em mim que me traga de volta, que tire essa dor que sinto...  Essa angustia que me deixa frio por dentro por fora. Parece que não tenho forças. Que me entreguei. Esperando que algum dia, eu espero que logo, eu me reerguesse e saísse dessa dor, dessa angustia que sinto. Mas agora no momento parece não ter fim.

Luisa Maita - Alento


13.8.11

Clamor Manifesto - Feira da Música


Clamor Manifesto - Feira 10 from Coletivo Fórceps on Vimeo.


A Feira Música de Fortaleza é a feira de música mais representativa do Brasil. Esse fato é notório pela classe musical, considerando os mais diversos elos de sua cadeia produtiva e criativa. Mas não parece tão notório para certos parceiros que anunciam uma espécie de “quebra de contrato” cinco dias antes da realização deste evento de proporções grandiosas, em todos os sentidos.

A Feira da Música de Fortaleza (do Brasil) está na sua décima (10º) edição e conta com diversas atividades de formação, sócio ambientais, intercâmbio cultural, vitrine artística, negócios, exposições, cobertura, mídia, agregando todos os agentes protagonistas e público desse grande arranjo musical no Brasil, tornando o segmento mais sólido e ampliado. A Feira é gratuita, oportunizando a participação de toda sociedade.
Realizada pela primeira vez em 2002, a Feira da Música de Fortaleza acompanhou e participou de uma década intensa, de rápidas transformações na lógica do mercado musical. Sediou discussões que puseram em questão essa “lógica” e testemunhou o surgimento de outras maneiras de se encarar a música como negócio – sobretudo pela força da cultura digital. Este ano, na décima edição a Feira mantém o compromisso de levantar as principais discussões sobre esta cadeia produtiva da música, com conceito focado no homem como agente criador. Nas relações humanas que a música estabelece e nas realizações que propicia. Por outro lado, mantém seu potencial mercadológico – com a realização de mais uma feira de negócios, e promove shows com nomes emergentes e consolidados do circuito independente e com a preocupação ecológica tão necessária para o compromisso de sustentabilidade do planeta.
Para conseguirmos garantir a finalização das atividades da 10º Feira da Música de Fortaleza, uma das maiores iniciativas culturais para a sociedade brasileira, apostamos na contribuição colaborativa que mantém a força do protagonismo social!


Ajude em: http://catarse.me/pt/projects/261-clamor-manifesto-feira-da-musica

20.7.11

Mergulha e Voa

Por Fabrício; Nascer do sol no Biruta - Praia do Futuro - Ce
“Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.”
Caio F.

Nas postagens anteriores eu tenho falado um tanto em acreditar, confiar, de sonhar, de permitir-se, de sentir. Tenho pensando bastante e feito na pratica (bem diferente que pensado, precisa força e coragem... Não é pra qualquer um. Rsrs). Porque se você não fizer não tem outra pessoa que vai fazer por você se não você mesmo. Só você tem essa capacidade de viver sua vida, desconheço outro meio de viver a própria vida. Também, porque a vida sem sonhos é um oco, um vazio. É preciso ter esperança, lutar pelo que deseja e acredita. Ter sentido, ter cor em sua vida... Não deixando a esperando ofuscar. Acredito em um mundo melhor pra viver, na vida, nas pessoas, no amanha ser melhor que hoje. Sem egoísmo, sem violência, sem mentiras, acreditar no impossível assim se torna possível. Tentar é um passo. Siga o teu coração, ele é o melhor caminho pra você. Deixe a simplicidade das coisas acontecerem, assim naturalmente.


Móveis Coloniais de Acaju - Mergulha e voa

19.6.11

O moço do banco

Foto: A mind forever voyaging

'Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...'
Gonzaguinha


Ô moço do banco... O triste moço do banco... Sempre pensava de maneira poética "para trás"... Sempre que olhava as mãos enrugadas... Vendo as crianças da escola passar, sentado no banco, eu ficava imaginando o que ele estava a pensar. A suas mãos enrugadas, do trabalho, do tempo. Será ele um desses que não conheceu a escola? Será um desses que sofreu com o tempo. Que não sabe da felicidade. Ou eu estou me enganando? Pensando na vida? As lembranças dele era alegres? Oras, acredito que ele ao menos teve alegria. Mas suas mãos me faziam pensar que não. Era triste o modo que ele olhava pra suas próprias mãos. Doía.  

Lembrava das pérfidas lembranças... Porque lembra mesmo... Lembrar... Ele não lembrara... Ele inventara... Todas as lembranças... As linhas das mãos...  A lembrança inventando era provável que seja pra ter um futuro bom, como dessas crianças que passam pra escola. Os olhos dele brilhas ao vê-las passar. E olhando pra ele eu vi a esperança, o amor. A felicidade. O desejo de bondade.  Mesmo que triste, eu via tudo isso nele. O mesmo desejo meu nos olhos dele. Ele que deve ter passado por [muitas coisas pra (sobre)viver]. Triste homem sentado no banco da praça da frente do meu trabalho, via pelas janelas de vidros. Sem ao menos saber quem era ele, a alma dele se via de longe, como a transparência dos vidros, o olhar dele pálido me fazia pensar, a cada gesto que ele fazia ao olhar, ao se mexer e ficando parado ali no banco que: - mesmo assim a vida vale a pena.

Elas davam os caminhos a seguir... As crianças vão pras suas escolas, eu no trabalho, elas no outro lado... E ele, o moço do banco não sei pra onde ele vai, mais desejo a ele felicidades, desejo a ele amor, desejo a ele as melhores coisas possíveis.

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.P.s:. Esse texto estava guardado, encontrei ele excluindo algumas coisas do pc. :)

.P.s²:. O vermelho é da ex-professora, Paula Baia. Eu estava comentando no meu twitter sobre um homem que estava sentado no banco na frente de onde eu trabalho e ela mandou umas dm's, resolvi complementar o que eu sentia vendo o moço no banco.
==

Lenine - É o que me Interessa

23.5.11

P.A.R.A.B.E.N.S

Foto de Juan Miguel: No pôr do sol Pico Alto - Guaramiranga - Ce

"E que seja permanente
 essa vontade de ir além 
daquilo que me espera."
CaioF

As vezes eu fico pensando nas boas coisas que estou passando, nas que estão por vir... Tenho vivido experiências que nem eu mesmo esperaria passar. Algumas me levaram a ser uma pessoa mais justa, tentando ser sempre e me respeitando, e outras mostrando caminhos que devo seguir, acreditando mais em mim mesmo, no que sou capaz de fazer e realizar. As vezes caio, mas capaz de me levantar e seguir em frente, levar a queda como um aprendizagem para não cometer o mesmo erro que levou a queda. Seguindo em frente, respeitando o meu máximo e respeitando os que estão ao meu redor.

Ando acreditando nas pessoas, e gostando delas, e vivenciando com elas... Houve um tempo que não era possível... Não acreditava muito nelas, havia um medo de me magoar ou algo do tipo, me escondia na timidez e era perceptível. Mas hoje já não ha tanto assim. Sei que em alguns momento algumas dessas pessoas vão me magoar [outras eu que vou magoar] e outros momento serão eternizado em alegrias, felicidades.

Acreditando nas pessoas eu também vou acreditando em mim mesmo. Acreditando que la fora tem um céu lindo e azul e um sol que ilumina... Iluminando o meu caminho. E vou seguindo os caminhos. Se o tempo mudar, vou dançar na chuva. 

E sem precisar de explicações para o que sinto e vivendo... Eu vou vivenciando o momento deixando um espaço para o desconhecido... [Explicar o que sentimos é deixar de sentir tesão, saca? Aprendi isso.]

E hoje eu me dou ao luxo de me da P-A-R-A-B-É-N-S  e me abraçar como jamais fiz, porque hoje eu tenho 22 anos e outros tantos anos que me esperam pela frente.

O Teatro Mágico - Eu não sei na verdade quem eu sou

16.3.11

.Quando se prova um pouco do céu.

Arquivo - 3ºAno

Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto,
uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. 
Pelo menos sorria, procure sentir amor. 
Imagine. Invente. Sonhe. Voe.
CaioF


Vou caminhando por onde acredito hoje. Tenho feito as coisas de um jeito que acho que ficam mais leve. Mais claras. Mais fáceis de leva. Ando sempre bem. A verdade é que nessa procura de me fazer, encontrei retalhos de coisas que doem. Doem mais não precisam trazer aquele gosto amargo na boca. Jogo pro alto. Deixo de lado. Vou chupando uma bala.  Quando você não se prende, vai aprendendo de um jeito meio manso de voar novamente. Uns arranhões nos joelhos. Pequenas quedas. Mas nada disso é relevante quando se prova um pouco do céu. E eu tenho criado tanta fé em tudo agora. Tenho gostado tanto de tudo. De mim. Das pessoas ao meu redor.  Assustei-me ao perceber que é tudo era uma questão de escolha. E o bom do susto é que a risada é sempre mais prazerosa.


Los Hermanos - Lisbela

14.2.11

14.2

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Os anos passam as coisas 'algumas acontecem' e 'outras mudam' e seguem o seu rumo... E em intervalos de tempos. Que outrora nem percebemos, os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses e por vez os anos. Tudo relativo ao tempo. Tempo que leva a algumas mudanças... Umas boas e outras nem tanto. A mudança que sinto em mim é boa. Sinto que mudei pra melhor. Com sentimentos puros e verdadeiros. E sim, sonho como nunca, sonhos tão realizáveis, tão simples. Desejos, de ficar junto, de vê alguém dormindo em uma noite horrenda e me sentir feliz por ta ao lado e tanto outros. Vontade, de abraçar, de beijar. Amar, amar os defeitos e as qualidades. Afinal ninguém é perfeito. Errar, e logo em seguida acerta, reconhecer que sou ser humano, erro e acerto.


Carla, pelo nosso primeiro encontro, fora do virtual. 

Sempre tem uma pessoa com a qual precisamos conversar todos os dias. Se não falamos com ela, é como se faltasse algo.


Nando Reis e Ana Cañas - Pra Você Guardei o Amor

28.1.11

.que seja doce.

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"Eu confesso - aprendi a ser mais doce".
Caio Fernando Abreu



Entra em em uma guerra não é comigo, uma luta... Carregar armas, armaduras... Elas pesam, siceramente não é medo de luta. Mas do que vale?



Chico Science & Nação Zumbi - Todos Estão Surdos