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7.12.11

Entre Pontos, entre pessoas, entre sonhos, entre...

Com carinho, aos EntrePontos.
"Deixa eu dançar pro meu corpo ficar odara
Minha cara minha cuca ficar odara
Deixa eu cantar que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dara" 
CaetanoVeloso

Foi assim, entrando em um processo de aprendizagem quase sem querer, sem saber do que se tratava (aliás, sabia que ali iria crescer) ou do que estava por vir. Foi assim que entrei. Seduzindo-me pra participar de algo tão grandioso que se quer tinha mesurado o tamanho quando iniciei... Movido a um desejo, aliando a uma vontade de movimentar, compartilhar, de conhecer e de fazer.
Não tem aquele ditado que diz mais ou menos assim: - estava no lugar certo e na hora certa. Pois é, foi assim que percebo. Que de alguma forma, as forças ou a sorte levaram algo pra onde estava.

Assim fui desenvolvendo como uma construção.

Pessoalmente tenho um processo lento (podem pensar que é um modo meu mesmo, perceber o que ta aqui, do meu lado sem deixar que a presa intervenha em meu processo de entender), de aprender e entender o que passar ou esta acontecendo ao meu redor. Natural, às vezes ate me perco... Mas me encontro. Similar e deixar sentir em um ritmo confortável que eu posso aprender ou na correria e no calor humano (sim, porque eu senti muito calor humano, das pessoas, daquelas que estava conhecendo). Entender. Assim deixando o processo do meu aprender desenvolvendo... Dissolvendo em uma forma. Concretizando.

E todos os encontros, momentos de reuniões, em rodas de conversas que foram tornando coisas mais agradáveis pra mim. É, porque é um exercício ouvir e falar. Dizer o que senti o que pensa o que esta vivenciando. Também conhecer, aprender, ter. Tantas as ferramentas exatas pra deixar o trabalho mais sistematizado, compreendido e rápido no processo de formação e entendimento. E isso tudo foi cintilando. E já era algo agradável participar.

Entre Pontos, entre pessoas, entre idéias, entre sonhos, entre formação. O mundo todo gira tão bem assim, nos entre da gente. Entre conhecimentos. E acredito que vai ser uma nova forma de aprender, de ver o mundo e formação.

É engraçado me ver quando iniciei o Programa do EntrePontos e ver o que sou hoje. A cada passo que dei já não era o mesmo, isso é obvio pra mim. E eu não dei apenas passos, dei pulos. Pulos que mudaram circunstancialmente o meu modo. E me dou conta de que ter participado não foi somente pra capacitar. Foi além.

Entre as pessoas eu fui sendo eu, sou assim mesmo observador. Quieto. E um tanto quanto ouvinte. Ficar em silencio. Dizer talvez fosse pouco pro que queria. Aprendi no silencio, ouvindo aqueles que sabiam mais, que tinha sede de ensinar. Aprendi muitos com os meus silêncios e ouvindo.

E escrever agora é encher o pouco o vazio que deixei por não me expressar em palavras, por ficar em silencio. Acontece que sou assim, mas aqui dentro esta acontecendo tantas mudanças. Porque o EntrePontos foi mudanças, mudanças que estavam acontecendo. Lembra, falei em construção. Foi isso. Pessoalmente iam acontecendo mudanças, algumas que não gosto, outras gosto. E nisso fui me construindo, e o EntrePontos no meio dessas mudanças.

Ainda tenho muito que aprender muito que me expressar e o que fazer. Mas estou nos meus passos. E já tenho feito um pouco, pessoalmente. A timidez já não é um obstáculo. 

Toni Ferreira e Maria Gadú - Reflexo de Nós

22.11.11

Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida



Cantando agente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
 
Cantando a gente faz história.
 
Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado.
Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. 
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.
 Cazuza

22 de novembro de 2011, aqui em Guaramiranga, esta fazendo frio, chuva lá fora. Aqui dentro, na sala a onde estou trabalhando, uns tocando violão outros baixo. Viva a música. Eles tocam apanhe-te, cavaquinho. Particularmente adoro essa música. E em sua mais bela forma de ser tocada. Executada, você consegue perceber o quanto ela é perfeita, nos toca na alma.

E no mundo, esta comemorando o dia da música, 22 de novembro. Facebook, twitter e afins, o assunto agora, nesse momento.

E pra mim, música é uma das mais belas artes, conseguimos parar por um momento e ouvir, ouvir em silencio o que é dito, feito, tocado... Em raros momentos que escutamos com sabedoria, sem interromper, a música proporciona isso. Ouvir sem interromper. Pra quem toca, falar/expressar sem ser interrompido.

Nesse momento eu me lembro de Cazuza quando ele fala: Cantando agente inventa. Inventa um romance, uma saudade, uma mentira... Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.

Na rádiola, as músicas que gosto de ouvir...Do Teatro Mágico, Móveis Coloniais de Acaju, The Baggios, 5 à Seco, Cazuza, Lenine, Diana Krall, Tiê, Céu, Trilha Sonora Entre o céu e o inferno, B.B king, Nação Zumbi, Cabruêra, Ellen Oleria, Tulipa Ruiz, Eddie, Titãs, Tim Maia, Cassia Eller, Maria Gadu, Caetanos Veloso, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Marcelo Janeci e entre outros. Elem de instrumental, orquestra cidade da arte e Outra banda da serra pelo qual toco.

E a cada vez mais eu vou me firmando e também conhecendo outros caminhos, junto à música... Comunicação e produção, é parece que ando por trás dos palcos ultimamente, são gostosas essas coisas e deixar o palco perfeito pra quem vai tocar, pra quem vai subir ao palco e mostrar o seu trabalho, lindo tudo isso quando dá certo. E ficar às vezes atrás do palco tem o lado muito bom, conhecer várias pessoas e vários sotaques diferentes. Outro dia fiz um pequeno levantamento em meu facebook, do que tinha acontecido comigo no ano de 2011. E pra mim foi uma analise bem positiva, mesmo saindo um pouco do palco pra ficar atrás. Até porque não vou deixar de tocar.

E hoje, também, o meu blog comemora três anos. Três anos que estou por aqui a escrever algumas coisas, algumas sem nexo outras por sentir: Tristezas. Alegrias. Nostalgias. Celebrações. E um pouco mais do que coloquei no blog. Ele de certo me acompanha algumas vezes... Por assim dizer um próprio diário, e foi assim nas últimas postagens que ele tem sido: Um diário online. Colocando coisas que acontecem comigo, que sinto. Como é de sempre, falar pouco em aniversario. É isso.

P.s: PARABÉNS A TODOS OS MÚSICOS.

Cássia Eller - Blues da Piedade